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        Semana de Estudos 2011 - Instituto Packter

        

 

René Magritte
 

Um dos artistas mais originais do surrealismo, o belga René Magritte combinou em suas obras a fascinação mágica dos sonhos e a técnica acadêmica.
 

René-François-Ghislain Magritte nasceu em 21 de novembro de 1898 na cidade de Lessen. Depois de estudar alguns anos na Academia de Belas-Artes de Bruxelas, trabalhou como desenhista numa fábrica de papel de parede e mais tarde realizou desenhos de publicidade. Com o apoio de uma galeria de arte de Bruxelas, dedicou-se inteiramente à pintura a partir de 1926. Inicialmente atraído pelo cubismo, em pouco tempo descobriu a obra do italiano Giorgio de Chirico e as colagens do alemão Max Ernst, que influenciaram profundamente seu trabalho. Logo transformou-se numa das principais personalidades do surrealismo.
 

A técnica utilizada por Magritte, intencionalmente acadêmica, contrasta com o conteúdo de suas obras, fascinante e provocador. O surrealista francês André Breton afirmou a respeito de Magritte que sua originalidade não se encontrava nos objetos que pintava, mas na forma de relacioná-los uns aos outros. Sua magia surgiu da fantástica justaposição de objetos cotidianos e elementos da natureza, como o mar e os céus imensos que o fascinaram durante a sua infância, banhados por uma luz onírica.
 

As implicações filosóficas são uma constante na obra de Magritte, que pretendeu questionar a identidade das coisas, dada por evidente na pintura clássica. O estilo do artista não sofreu variações substanciais ao longo de seu amadurecimento. Assim, se em "Tempo ameaçador" (1928) as nuvens tomam forma de um torso, uma tuba e uma cadeira, em "Golconda" (1953) uma chuva de homens cai mansamente sobre a rua. Magritte morreu em Bruxelas, em 15 de agosto de 1967.
 

Encyclopaedia Britannica


                                          

                                                     The Lovers


 

                                                                 

                                                                                        La magie noire

 


                                                                                

                             

                                                                   The False Mirror

 


Salvador Dalí


As excentricidades e declarações provocadoras fizeram de Salvador Dalí uma das mais polêmicas figuras da arte contemporânea, mas não impediram que sua obra fosse reconhecida como uma das mais audaciosas e apuradas da pintura surrealista.
 

Salvador Felipe Jacinto Dalí nasceu em Figueras, Catalunha, na Espanha, em 11 de maio de 1904. Desde cedo revelou talento para o desenho e o pai, um tabelião, mandou-o a Madri para estudar na Escola de Belas-Artes de San Fernando, da qual seria expulso anos depois. Na capital espanhola conheceu o cineasta Luis Buñuel e o poeta Federico García Lorca. Suas primeiras obras, como "Moça à janela", enquadradas numa linha naturalista e minuciosa, já produziam uma ambígua sensação de irrealidade, que se acentuaria posteriormente.
Em 1928, persuadido pelo pintor catalão Joan Miró, transferiu-se para Paris e aderiu ao movimento surrealista. Foi por essa época que conheceu a mulher do poeta Paul Éluard, Gala, sua futura companheira e modelo. Colaborou então com Buñuel em dois filmes célebres, Un chien andalou (1928; Um cão andaluz) e L'Âge d'or (1930; A idade de ouro) e pintou algumas de suas melhores obras: "A persistência da memória" e "O grande masturbador". Nelas exibia um estilo maduro que, embora mostrasse certas influências de De Chirico, atestava absoluta originalidade como representação de um mundo onírico, povoado de alegorias metafísicas e imagens sexuais, apoiadas numa técnica apurada.
 

Sua exposição de 1933 lhe deu fama internacional e Dalí lançou-se, então, a uma vida social repleta de provocações e excentricidades. Essa atitude, por alguns considerada mistificadora e venal, aliada a uma postura apolítica, provocou sua expulsão do grupo surrealista. Durante esse período, adotou o "método de interpretação paranóico-crítico", baseado nas teorias da psicanálise, associando elementos delirantes e oníricos numa linguagem pictórica realista, com freqüentes imagens duplas e objetos do cotidiano, como em "Construção mole com ervilhas cozidas", "Praia com telefone", "Premonições da guerra civil", "Canibalismo de outono" e "O sono".
 

Durante a segunda guerra mundial, Dalí radicou-se nos Estados Unidos, perto de Hollywood, e colaborou em alguns filmes. No final da década de 1940 regressou à Espanha e deu início a uma fase inpirada em obras-primas de pintores do passado, como "A última ceia", de Leonardo da Vinci, "As meninas", de Velázquez, "Angelus", de Millet, "A batalha de Tetuan", de Meissonier, e "A rendeira", de Vermeer de Delft -- seu pintor favorito.
 

Posteriormente, alternou a pintura com o desenho de jóias e a ilustração de livros. Enquanto isso, sucediam-se as retrospectivas de sua obra (Nova York, 1966; Paris, 1979; Madri, 1982) e, à medida que diminuíam suas aparições públicas, a polêmica dava lugar à renovação do interesse por sua pintura.
 

Em 1974 foi inaugurado em Figueras o Museu Dalí. Oito anos depois morreu Gala, fato que incidiu negativamente sobre sua atividade artística. Em 23 de janeiro de 1989, na mesma Figueras natal, morreu Salvador Dalí.
 

Encyclopaedia Britannica

 

                                                           

                                                                          Galatea of the spheres

 


 

                                                        

                                                          

                                                               The Anthropomorphic Chest of Drawers


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